Em encontro de países latino-americanos e caribenhos, comércio figura como elemento central

10 Março 2017

Em reunião do Grupo de Países da América Latina e Caribe (GRULAC) realizada em 8 de março, no Chile, o comércio exterior figurou como o tema central do diálogo dos embaixadores participantes. Nessa ocasião, o Brasil firmou dois acordos com o Peru e discutiu possibilidades de avanço em negociações comerciais com o México. O governo mexicano, por sua vez, já havia apontado seu interesse em aprofundar relações comerciais com os países do Cone Sul.

 

O GRULAC é um mecanismo de diálogo entre os países da América Latina e Caribe, que tem como objetivo alcançar consenso em diferentes tópicos da região. Na ocasião de seu último encontro, Marcos Pereira, ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços firmou com o Peru um acordo de Antecipação de Cronograma do Acordo de Complementação Econômica No. 58 (ACE-58), estabelecido em 2005 e incorporado ao Decreto No. 5651 no Brasil. Entre outros objetivos, o ACE-58 visa ao estabelecimento de um espaço econômico para facilitar a livre circulação de bens e serviços. Ainda, Marcos Pereira firmou um novo Acordo de Complementação Econômica, que considerou “o mais amplo acordo bilateral já firmado pelo Brasil”.

 

O ministro também declarou que Brasil e México estão empenhados em ampliar o escopo do ACE-53, firmado em julho de 2002, e cuja ampliação vem sendo negociada desde fevereiro de 2016 (ver Boletim de Notícias). O ACE-53 foi internalizado no Brasil pelo Decreto No. 4.383 e concedeu preferências tarifárias a 800 produtos brasileiros e mexicanos. A ampliação do Acordo tem como objetivo integrar aspectos relacionados a compras governamentais, investimento, serviços e barreiras técnicas. Do lado mexicano, por sua vez, o chanceler Luis Videgaray recentemente afirmou, frente ao Senado de seu país, que a prioridade da política comercial mexicana no curto prazo é estabelecer acordos comerciais com os países do Cone Sul.

 

A reunião do GRULAC e a atenção dada a comércio exterior é parte de uma agenda latino-americana na qual a política comercial assume um papel de considerável relevo. Em 2017, Brasil e Argentina reuniram-se e trataram de uma possível flexibilização do Mercado Comum do Sul (Mercosul) (ver Boletim de Notícias). O Mercosul, por sua vez, iniciou negociações com o Acordo de Livre Comércio Europeu (EFTA, sigla em inglês), e o Brasil lançou consultas públicas em vista de possíveis acordos com Coreia do Sul e Japão (Ver Boletim de Notícias). Com relação à Argentina, a primeira visita oficial do presidente Mauricio Macri à Espanha teve como pauta principal abrir novas portas para o comércio exterior. Para o México, por sua vez, diversificação comercial rumo à América Latina, Europa e Ásia são alguns dos temas mais cobertos pela imprensa nacional.

 

Reportagem Equipe Pontes

 

Fontes consultadas:

 

El Comercio. En la Era Trump, México busca acuerdos comerciales con Brasil y Argentina. (28/02/2017). Acesso em: 09/03/2017.

 

MDIC. América Latina deve reforçar integração ante avanço de práticas protecionistas, diz Marcos Pereira em encontro com embaixadores. (08/03/2017). Acesso em: 09/03/2017. 

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