Em meio a projeções desanimadoras do FMI, Brasil e Colômbia fecham acordos

14 Outubro 2015

Entre 8 e 11 de outubro, ocorreu em Lima (Peru) a reunião conjunta do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, cujo foco foi a instabilidade da economia global. O relatório divulgado pelo FMI nessa ocasião destacou a retração do crescimento econômico dos países emergentes pelo quinto ano consecutivo. Paralelamente à reunião dos dois organismos internacionais, oficiais de Brasil e Colômbia reuniram-se para assinar um Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimentos (ACFI) e um acordo automotivo.

 

Uma das preocupações discutidas no encontro FMI-Banco Mundial foi a indefinição quanto à alta dos juros dos Estados Unidos, que pode causar fuga de capitais em economias emergentes e contribuir para o agravamento do quadro econômico nesses países. Assim, Christine Lagarde, diretora-geral do FMI, pediu aos países desenvolvidos que considerem as implicações de suas decisões para as economias emergentes.

 

O relatório elaborado pelo FMI destaca que Brasil e Rússia passam por um período de grave recessão econômica. Já a desaceleração da China foi considerada “administrável” pelo relatório, uma vez que, desde abril, o país mantém as projeções de crescimento de 6,8% para 2015 e 6,3% para 2016. A Índia, por sua vez, é ressaltada como o país emergente que mais cresce, com projeção de 7,3% para este ano e 7,5% para 2016. O FMI aposta em uma recuperação dos emergentes para 2016, com um crescimento de 4,5%.

 

O preço das commodities foi colocado como um dos problemas para a queda no crescimento dos países emergentes. Por esse motivo, o FMI prevê que a América Latina apresente uma retração de 0,3%, puxada pelo Brasil (com uma retração de 3%) e Venezuela (de 10%).

 

Em contraste, a expectativa é de que Chile, Colômbia, México e Peru – todos membros da Aliança do Pacífico (ver Pontes, vol. 8, n. 5) – cresçam a uma taxa de 2,5%. Para o FMI, as reformas econômicas pelas quais passaram esses países explicam, em parte, o contraste em seu desempenho.

 

Paralelamente à reunião do FMI e do Banco Mundial, Brasil e Colômbia assinaram um ACFI e um acordo automotivo. Este último tem por objetivo reduzir a zero as alíquotas do Imposto de Importação para automóveis e conceder preferência total aos veículos dos dois países, com cotas anuais crescentes. Haverá, assim, um esforço mútuo para a diminuição de barreiras tarifárias e não tarifárias entre os dois países.

 

A assinatura de ACFIs é uma das metas que compõem o Plano Nacional de Exportações (ver Pontes, vol. 11, n. 7). Este prevê a assinatura de outros acordos do tipo com África do Sul, Argélia, Chile, Marrocos, Nigéria, Peru, República Dominicana e Tunísia.

 

Reportagem Equipe Pontes

 

Fontes consultadas:

 

MDIC. Monteiro: Relação comercial entre Brasil e Colômbia alcança novo patamar. (09/10/2015). Acesso em: 12 ago. 2015.

 

Valor Econômico. Ritmo de expansão dos emergentes cai pelo 5º ano seguido, aponta FMI. (06/10/2015). Acesso em: 12 ago. 2015.

 

______. Lagarde cita Brasil ao lado de Equador e Venezuela. (09/10/2015). Acesso em: 12 ago. 2015.

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