Estados Unidos e China analisam cooperação econômica e destacam siderurgia

5 Dezembro 2016

A Comissão Conjunta de Comércio (JCCT, sigla em inglês) entre Estados Unidos e China reuniu-se de 21 a 23 de novembro, em Washington (Estados Unidos), para discutir diversos aspectos da relação econômica, comercial e de investimento entre as duas principais economias globais. Nas últimas três décadas, os dois países têm se reunido regularmente nesse fórum e registrado avanços na cooperação bilateral em áreas como comércio e clima. O encontro mais recente foi a última ocasião em que Barack Obama participou como presidente.

 

O setor siderúrgico tem ocupado posição de destaque no cenário econômico global, principalmente devido a fatores como superprodução, queda na demanda e queda no preço do aço. Diante desse cenário, a China – maior produtora de metais do mundo – adquiriu maior ênfase, embora a visão seja de um problema global. Na reunião dos líderes do G-20 realizada em setembro, os países concordaram em criar um “Fórum Global” para abordar essas questões (ver Boletim de Notícias Pontes).

 

Durante o encontro entre as autoridades dos Estados Unidos e da China, ambos concordaram em “promover conjuntamente o estabelecimento” desse fórum e comprometeram-se a ter um papel ativo. Em 2017, os dois países devem se reunir para compartilhar informações e examinar a evolução do setor. Assim, ambos “compartilharão as experiências e lições aprendidas com relação ao ajuste estrutural sob a capacidade do aço”.

 

Enquanto isso, a Associação Mundial do Aço prevê que a demanda mundial de aço subirá 0,2% em 2016, uma melhora em relação à queda de 3% do ano passado. Já para 2017 a expectativa é de que a demanda aumente em 0,5% – o que, entretanto, estaria limitado ao “reequilíbrio” chinês e à lenta recuperação econômica observada nas economias avançadas.

 

Com o objetivo de combater o excesso de produção, Estados Unidos e China anunciaram, ainda, planos para compartilhar informações sobre sua indústria de alumínio e carbonato de sódio. Juntamente com a produção excedente em aço e alumínio, a inovação e biotecnologia agrícola também foram discutidas na JCCT.

 

Apesar da biotecnologia agrícola ser uma das principais questões para a JCCT de 2016, as questões agrícolas tiveram dificuldade para avançar. Os Estados Unidos têm pressionado repetidamente a China para acelerar a revisão de vários pedidos pendentes para cultivar produtos alimentícios biotecnológicos e a atualização do processo geral de aprovação. Todavia, a expectativa é de avanços no curto prazo.

 

Para o representante dos Estados Unidos para o Comércio (USTR, sigla em inglês), Michael Froman, os encontros entre os dois países podem ter ajudado nas negociações do Acordo de Bens Ambientais (EGA, sigla em inglês). Froman destacou os avanços bilaterais em outras áreas nos últimos anos, como o acordo sobre a concorrência nas exportações agrícolas na Conferência Ministerial de Nairobi (Quênia) e os esforços de cortes tarifários (ver Boletim de Notícias Pontes).

 

Froman incentivou ambos os lados a fazerem, nas semanas restantes da administração Obama, o máximo para fortalecer as relações entre China e Estados Unidos, de modo que estejam preparados para qualquer abordagem que a nova administração possa adotar, bem como para os principais desafios na economia global.

 

Tradução e adaptação de artigo originalmente publicado em Bridges Weekly Trade News Digest, Vol. 20, No. 46 - 01 dez. 2016.

 

22 Maio 2015
O governo brasileiro deve apresentar uma queixa contra Índia e Tailândia na Organização Mundial do Comércio (OMC). O alvo será a política de subsídios à produção de açúcar de ambos os países...
Share: 
29 Maio 2015
Em visita oficial ao México, a presidente do Brasil Dilma Rousseff anunciou a abertura de negociações bilaterais para um amplo tratado comercial. O diálogo, previsto para começar em julho, buscará...
Share: