Indústria aponta para relevância do mercado externo e fecha acordo com governo para PNCE

14 Março 2017

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) recentemente lançou um relatório no qual aponta para o aumento na relevância do mercado externo para a indústria nacional na passagem de 2015 para 2016. Em paralelo, a Confederação fechou um acordo com o governo brasileiro com vistas à implementação do Programa Nacional da Cultura Exportadora (PNCE), cujo cronograma de ações para 2017 foi lançado em 8 de março.

 

Segundo o estudo da CNI, o coeficiente de exportação da indústria brasileira subiu de 14,3% em 2015 para 16,3% em 2016, e o mercado externo tornou-se particularmente mais importante para a indústria nacional de fumo, madeira, veículos automotores, metalurgia e celulose e papel. Os setores de bebidas e vestuário mantiveram-se estáveis segundo o estudo. Os coeficientes de abertura comercial da CNI incluem o coeficiente de exportação, resultado da divisão do valor total das exportações do setor industrial pelo valor da produção doméstica desse mesmo setor.

 

Tal aumento de 2015 para 2016 reflete o encolhimento da demanda doméstica. A depreciação do Real também apresentou algum efeito. Isso porque uma vez que a indústria brasileira exporta mais do que importa, a depreciação torna bens produzidos no Brasil mais competitivos no mercado externo. O estudo destaca a indústria de fumo, que apresentou uma variação de 55,5% no ano de 2016, e a indústria que representa certos equipamentos de transporte, que apresentou variação de 56,2%. No entanto, ressalta que tal setor tende a apresentar variações acentuadas em vista de sua heterogeneidade.

 

O estudo também mostra que a participação de produtos importados no mercado interno manteve-se em queda entre 2015 e 2016. O coeficiente de penetração de importações é calculado pela divisão do valor real das importações pelo consumo aparente doméstico do setor industrial. A preços constantes, o indicador caiu pelo terceiro ano consecutivo, passando de 18,2% em 2013 para 16,9% em 2016. Finalmente, o estudo mostra que a receita da indústria com exportações superou despesas com insumos importados. As exportações líquidas a preços correntes subiram de 4,1% em 2015 para 7,4% em 2016.

 

O relatório da CNI foi publicado paralelamente à parceria firmada entre a Confederação e o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) para incentivar o aumento no número de empresas exportadoras no âmbito do PNCE. As empresas participantes do PNCE poderão fazer parte do programa Rota Global da CNI, que oferecerá consultoria completa para que empresas empreendam no mercado externo. O serviço atende a negócios de todos os portes, setores e estados e conta com recursos do AL-Invest, programa da Comissão Europeia para fomento da competitividade de micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) na América Latina. Fruto de uma parceria com Argentina e Espanha, o Rota Global atende a empresas dos três países, ainda que a maior parte seja proveniente do Brasil (75%).

 

O PNCE é integrado a um conjunto de planos para o desenvolvimento produtivo e acesso ao mercado externo (ver Pontes, v. 11, n. 7). Em 8 de março, foi lançado o cronograma de ações para 2017. O Plano alcança 20 unidades da federação e conta com o apoio de 144 parcerias nacionais e estaduais, atendendo dez mil empresas.

 

Reportagem Equipe Pontes

 

Fontes consultadas:

 

CNI. Indústria e governo firmam parceria para incentivar aumento de empresas exportadoras. (08/03/2017). Acesso em: 14/03/2017.

 

MDIC. Marcos Pereira lança ações de apoio à exportação para 2017. (08/03/2017). Acesso em: 14/03/2017.

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