Semana do Clima discute práticas de mitigação com a sociedade civil

12 Novembro 2015

Um dos eventos preparativos para a 21ª Conferência das Partes (COP 21, sigla em inglês), a Semana do Clima de 2015 foi realizada no Rio de Janeiro, do início de outubro a 6 de novembro. Organizado pelo Brasil e pela União Europeia (UE), o evento levou o título de “Mudanças Climáticas, Somos Todos Responsáveis” e teve por objetivo contribuir para o debate sobre soluções para diversos aspectos da mudança do clima.

 

As 20 organizações brasileiras e europeias que participaram da Semana do Clima apresentaram práticas de mitigação que podem ser replicáveis por cidadãos, bem como pela sociedade civil e administração pública.

 

O evento também dedicou atenção a temas como a cooperação entre a UE e o Brasil em matéria de meio ambiente e mudança do clima; a avaliação dos riscos relacionados às alterações climáticas; o papel dos meios de comunicação social na conscientização sobre mudança do clima; e o aprimoramento da qualidade de vida nas Zonas Costeiras da América Latina e Caribe. A Semana do Clima também discutiu os chamados “Discursos Mobilizadores”, que procuraram levar experiências sustentáveis à sociedade civil.

 

Além de terem sido enfatizados no evento, a diminuição do desmatamento e o investimento no reflorestamento e na conservação de áreas naturais também foram destacados em estudo do World Resources Institute (WRI) divulgado na mesma semana. O instituto procurou mostrar que não necessariamente é preciso investir em tecnologia para combater a mudança do clima: medidas como a demarcação de terras indígenas, adotada pelo governo brasileiro, podem trazer bons resultados.

 

Intitulado “A Garantia da Posse Comunitária da Floresta: seus Custos e Benefícios. Os Exemplos do Brasil e da Guatemala”, o estudo do WRI calcula que as taxas de desmatamento na Amazônia brasileira dentro de terras indígenas em 2014 foram 11 vezes menores que fora dessas áreas. Segundo o documento, se o volume de carbono dessas florestas “fosse lançado à atmosfera, seria equivalente a 29 vezes as emissões anuais de todos os usuários de veículos no mundo”. Na Guatemala, a taxa de desmatamento nas áreas concedidas a comunidades locais foi até 20 vezes menor que nos outros territórios.

 

O documento avalia, ainda, o custo econômico das áreas demarcadas: diante da redução das emissões de gases de efeito estufa pelo desmatamento evitado, o custo anual por hectare é baixo. Estima-se que um investimento de US$ 19 no Brasil renda, hoje, aproximadamente US$ 1,5 mil por hectare em benefícios em 20 anos. Com isso, seria impedida a liberação de mais de 5,4 bilhões de toneladas de CO2 e ocorreria a manutenção da biodiversidade e a produção de água.

 

Reportagem Equipe Pontes

 

Fontes consultadas:

 

MMA. Brasil e UE afinam propostas sobre clima. (06/11/2015). Acesso em: 09 nov. 2015.

 

Valor Econômico. Demarcar florestas pode ser bom para o clima e a economia. (05/11/2015). Acesso em: 09 nov. 2015.

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