BRICS assina plano de e-commerce e refuta protecionismo

8 Setembro 2017

Os líderes de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul reuniram-se entre 3 e 5 de setembro em Xiamen (China), por ocasião da 9ª Cúpula do BRICS. O Brasil endossou um termo de cooperação comercial que contempla, entre outros aspectos, a formação de um grupo de trabalho sobre comércio eletrônico. O bloco também se comprometeu a combater o protecionismo no comércio internacional. Em paralelo às discussões, Brasil e Índia buscaram fortalecer suas relações econômicas.

 

Segundo comunicado do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), o avanço do tema de e-commerce na Cúpula coincide com o início das discussões no Mercado Comum do Sul (Mercosul), seguindo a tendência de crescimento do comércio eletrônico no Brasil. O tema também já havia sido destaque na sétima reunião dos ministros de Comércio do BRICS, no começo de agosto (ver Boletim de Notícias Pontes).

 

Em 1º de setembro, logo antes do início da Cúpula, China e Brasil já haviam assinado um memorando de entendimento em matéria de comércio eletrônico. Entre outros pontos, os dois países buscam promover a troca de experiências e colaborar para o desenvolvimento de mecanismos de regulação. O e-commerce é de particular interesse para a China – país com o maior mercado de comércio digital no mundo. Com o setor, o país espera romper a marca de US$ 1,1 trilhão em 2017.

 

Ainda no começo de setembro, o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) abriu uma linha de crédito de R$ 20 bilhões para pequenas e médias empresas (PMEs) que atuem no mercado chinês. O objetivo é incentivar a inclusão do referido mercado em seus negócios.

 

Na declaração conjunta assinada ao final da Cúpula, as lideranças do Grupo renovaram o compromisso de combater o protecionismo no comércio internacional. À exceção da China, os membros do BRICS rejeitaram a inclusão de novos países no bloco, com vistas a formar o “BRICS plus”. Apesar das decisões conjuntas no âmbito do BRICS, a reunião terminou sem muitas resoluções envolvendo o Brasil.

 

Em paralelo ao calendário da Cúpula, Brasil e Índia trataram bilateralmente de cooperação nas áreas de agricultura, energia, exploração espacial e indústria aeronáutica. Na ocasião, o governo brasileiro reafirmou que o Mercosul está em negociações para ampliar a lista de preferências tarifárias para a Índia. O bloco sul-americano e o governo indiano discutem a ampliação das atuais 450 linhas para cerca de 2.000 novas linhas de cada parte.

 

Reportagem ICTSD

 

Fontes consultadas:

 

Exame. BRICS termina com poucas resoluções envolvendo o Brasil. (05/09/2017). Acesso em: 05/09/2017.

 

Valor. BRICS defende ação conjunta para conter onda protecionista global. (05/09/2017). Acesso em: 05/09/2017.

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