CAF exorta países da região a investirem mais em infraestrutura e logística

27 Fevereiro 2018

O Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) participou, em 19 e 20 de fevereiro, do III Encontro de Integração Iberoamericana e da Aliança do Pacífico, em Lima (Peru). Organizado pela Câmara de Comércio de Lima, o evento teve como objetivo destacar os possíveis vínculos de colaboração entre Espanha e Aliança do Pacífico. A abertura do Encontro contou com a participação do presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski; do presidente da Câmara de Comércio de Lima (CCL), Mario Mongilardi; do presidente da Fundação Iberoamericana Empresarial (FIE), Josep Piqué; e da secretária-geral Iberoamericana, Rebeca Grynspan.

 

Durante o encontro, o presidente do CAF, Luis Carranza, lançou um chamado para que os países da região incrementem o investimento em infraestrutura, de forma a alcançar uma integração pragmática e produtiva e aproveitar o potencial comercial da região. Para ele, o aumento no investimento em infraestrutura, em corredores logísticos e em transformação digital e institucional é determinante para a capacidade do mercado latino-americano de competir em áreas protecionistas.

 

De acordo com o CAF, as dinâmicas das cadeias globais de valor (CGV) estimulam a realização de uma integração regional com base em padrões produtivos e comerciais, que ganham cada vez mais relevância no mundo. Por esse motivo, o Banco propôs um roteiro para conduzir a região a uma integração produtiva baseada em três pilares fundamentais: i) infraestrutura e logística; ii) transformação digital e institucionalidade com vistas ao incremento dos potenciais produtivos das economias da região; e iii) aumento da capacidade de criação de novos mercados e setores produtivos.

 

Para a secretária-geral Iberoamericana, Rebeca Grynspan, a Aliança do Pacífico é um exemplo muito importante de integração entre os países da região. Para ela, o bloco converteu-se em um modelo positivo para os investidores devido à abertura que vem apresentando em áreas como a infraestrutura. Grynspan comentou, ainda, que a Aliança do Pacífico vive um momento de grandes desafios, com destaque para o futuro incerto do Tratado de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA, sigla em inglês) e da aproximação entre a Aliança do Pacífico e o Mercado Comum do Sul (Mercosul).

 

Desde o início de suas negociações, em 2011, a Aliança do Pacífico vem mostrando seu potencial em atrair investimentos de fundos de financiamento de infraestrutura, com o objetivo de permitir a redução dos elevados custos de transporte que caracterizam a América Latina (Ver Pontes, Vol. 12, N. 7).

 

Outros países da região também têm apostado em fundos de investimento para obras de infraestrutura – como no caso do Brasil, que lançou, em maio de 2017, um fundo de investimento com a China de US$ 20 bilhões para financiar obras nesse setor da economia (Ver Boletim de Notícias Pontes).

 

Reportagem ICTSD

 

Fontes consultadas:

 

El Economista. Rebeca Grynspan: Alianza del Pacífico es un “ejemplo muy potente” para Iberoamérica. (19/02/2018). Acesso em: 27/02/2018.

 

Portal Portuario. Banco de Desarrollo de América Latina llama a incrementar inversión en infraestructura y logística. (21/02/2018). Acesso em: 27/02/2018.

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