China promove investimentos em infraestrutura e energia na América Latina

27 Junho 2018

A China teria investido entre US$ 40 e US$ 45 bilhões em projetos de infraestrutura e energia na América Latina – segundo números divulgados pela agência de classificação de risco Moody’s. Tais projetos teriam como objetivo remodelar o cenário competitivo da região por meio do capital chinês.

 

De acordo com a agência de risco estadunidense, a China investiu US$ 110 bilhões em países da América Latina entre 2003 e 2016. Desse montante, 56% foram direcionados ao Brasil, seguido por Peru (17%), México (5%) e Argentina (5%). Somente em 2017, o investimento estrangeiro direto (IED) total da China na América Latina alcançou uma estimativa anual de US$ 25 bilhões – muito acima dos US$ 2 bilhões de 2004, segundo o escritório nacional de estatísticas da China.

 

A Moody’s também destacou que, no âmbito da Rota da Seda (OBOR, sigla em inglês), a China pretende fortalecer os esforços de integração regional e consolidar os laços econômicos com países-chave na América Latina (ver Boletim de Notícias Puentes). Para a agência classificadora de risco, a região oferece uma série de vantagens comparativas alinhadas às prioridades políticas da China, tais como o uso pleno da capacidade industrial chinesa por meio da exportação de produtos manufaturados e o fortalecimento do acesso estratégico a alimentos e recursos energéticos.

 

Ainda, o relatório apresentado pela Moody’s destacou que, nos últimos anos, os chineses mostraram um crescente interesse em concessões de longo prazo no setor de infraestrutura e naqueles projetos que colaboraram para aumentar sua presença global em energia renovável e diversificar seus investimentos no mundo.

 

No caso da Argentina, as empresas chinesas manifestaram grande interesse no programa de energia renovável RenovAr e em projetos relacionados à água. Argentina e China aprofundaram suas relações comerciais por meio do acordo de investimento assinado pelo governo argentino em 2017, prevendo um financiamento de até US$ 30 bilhões. Outro caso na América Latina mencionado no relatório da Moody’s é o México, cuja reforma energética em 2014 abriu o setor para investidores privados, tendo como resultado a participação de empresas chinesas em projetos de exploração e geração de energia no país.

 

Reportagem ICTSD

 

Fontes consultadas:

 

El Financiero. China impulsará crecimiento de inversión en México y Latinoamérica: Moody’s. (25/06/2018). Acesso em: 26/06/2018.

 

La Nación. Infraestructura y energía, focos de atención de la inversión china en la región y la Argentina. (25/06/2018). Acesso em: 26/06/2018.

27 Junho 2018
Os líderes dos países da União Europeia (UE) buscam alinhar suas posições com vistas a impulsionar uma reforma da Organização Mundial do Comércio (OMC). A reunião entre os mandatários do bloco...
Share: 
30 Junho 2018
Nos preparativos para a 10ª Cúpula do BRICS, os ministros de Agricultura das potências emergentes que compõem o bloco reuniram-se em 22 de junho para discutir mitigação de gases de efeito estufa,...
Share: