Como impulsionar o comércio digital na América Latina e no Caribe: um guia de política

14 Março 2018

A Internet transformou a forma como as pessoas interagem, compram, realizam transações bancárias e se divertem na América Latina e no Caribe (ALC). Os padrões de consumo regionais estão mudando, assim como o panorama das empresas regionais e as perspectivas econômicas da região. As revolucionárias tecnologias digitais disponíveis na web – serviços baseados em “nuvem”, comércio eletrônico, impressão 3D, “Internet das Coisas” etc. – estão permitindo que empresas de todos os tamanhos diminuam seus custos drasticamente, melhorem o atendimento ao cliente e criem novos produtos e serviços. A região também abriga inúmeras empresas digitais inovadoras – e sua maior economia, o Brasil, está entre os 10 principais mercados de comércio eletrônico no mundo[1].

 

A revolução digital também está transformando os atores, os padrões e as possibilidades de comércio na região. Pesquisas empíricas mostram que a digitalização oferece oportunidades para que microempresários e pequenas empresas participem do comércio transfronteiriço, tornando-se fornecedores multinacionais e criando suas próprias cadeias globais de abastecimento. A digitalização permite obter ganhos totalmente novos derivados do comércio para empresas e consumidores, reforçando a especialização, impulsionando a internacionalização das pequenas e médias empresas (PMEs) e estimulando a produtividade e o crescimento.

 

No entanto, esses benefícios não são automáticos. Em várias pesquisas que fiz, as empresas da ALC mencionam desafios que as impedem de traduzir o comércio eletrônico e a digitalização em vendas e crescimento – desafios como incertezas em torno da regulação digital e do comércio eletrônico, procedimentos aduaneiros arcaicos e logística custosa, infraestrutura digital nacional incompleta e dificuldades de realizar e receber pagamentos transfronteiriços. Outras referências mostram que as economias da ALC estão defasadas em áreas-chave em relação a seus pares com os mesmos níveis de desenvolvimento – por exemplo, a qualidade da regulação para as tecnologias da informação e a eficiência dos serviços logísticos.

 

Enfrentar esses desafios exige que os responsáveis pela política comercial da ALC atualizem suas ferramentas para responder às demandas da era digital em áreas como regulação do comércio digital, facilitação do comércio, promoção das exportações, crédito à exportação e infraestrutura comercial. O êxito na era digital também requer que os responsáveis pela criação de políticas na ALC aprofundem a integração digital regional – algo em que a Aliança do Pacífico[2] foi pioneira.

 

Os governos da ALC também devem continuar a impulsionar a agenda do comércio digital no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC). À Conferência Ministerial de Buenos Aires, coube a tarefa de preparar o caminho para uma agenda de trabalho plurilateral sobre comércio eletrônico entre os países que levam a sério a prosperidade possibilitada pelo comércio e pela digitalização.

 

Impacto da digitalização no comércio da América Latina

 

A Internet tornou-se um fator crítico para o funcionamento diário das empresas da ALC. A grande maioria das empresas que entrevistei em 2016 na região utiliza a Internet para comunicações internas, publicidade, pesquisas de mercado e para fazer pedidos de produtos e solicitar serviços. As empresas afirmam que a Internet representa uma plataforma de crescimento muito importante: melhora a interação das empresas com os clientes, otimiza suas operações e ajuda a acessar novos mercados e clientes para seus produtos e serviços. Quase 90% das empresas regionais afirmaram que teriam uma perda de produtividade de 15% ou mais se não tivessem acesso à Internet.

 

A Internet e o comércio eletrônico também estão moldando as perspectivas das empresas da ALC em relação ao comércio transfronteiriço de cinco maneiras fundamentais:

 

Aumento das exportações de pequenas empresas e diversificação das exportações

Tradicionalmente, só 13% das empresas da ALC realizaram exportações e, em geral, a um ou dois mercados apenas. No entanto, nas pesquisas que realizei, mais de 50% das empresas da ALC (com 50 funcionários ou menos) que vendem e compram on-line exportam; e quase todas as grandes empresas (com 250 empregados ou mais) que vendem e compram on-line também exportam.

 

Os vendedores on-line também são mais diversificados: por exemplo, 65% dos vendedores on-lineda região do Mercado Comum do Sul (Mercosul) exportam a dois ou mais mercados, e 28% a quatro ou mais, enquanto que apenas 20% dos vendedores que não comercializam on-line exportam a dois ou mais mercados, e apenas 8% a quatro ou mais mercados. Isso ocorre sobretudo porque, uma vez on-line, as empresas se tornam visíveis para compradores de todo o mundo. A Internet reduziu a distância geográfica que, durante séculos, limitou a visibilidade e, portanto, a confiança entre pequenos compradores e vendedores distantes.

 

Esses números são ainda mais surpreendentes para as empresas que vendem em plataformas globais, como eBay, Alibaba ou Mercado Livre. Por exemplo, os dados do eBay mostram que, no Chile, 100% dos vendedores on-line exportam, em média, a 28 mercados diferentes, em contraste com 18% das empresas chilenas que não estão on-line e exportam, geralmente, a 2-3 mercados[3]. Segundo mostram os dados, os vendedores on-line também tendem a crescer mais rápido que os vendedores off-line: são empresas que ingressaram no círculo virtuoso de vendas on-line, exportações e crescimento.

 

Uma variedade mais ampla de produtos e serviços a um custo menor

As empresas da ALC dependem, com frequência, de insumos importados para sua competitividade, sobretudo nos pequenos mercados da ALC com abastecimento local limitado. A Internet melhora sua base de fornecedores: através do uso da web e de várias plataformas, inclusive as empresas menores podem identificar e avaliar fornecedores em todo o mundo e buscar assim o melhor negócio – o que aumenta sua produtividade e competitividade.

 

Um estudo do Boston Consulting Group revelou que as PMEs que usam a web de forma intensiva possuem cerca de 63% mais de chances de obter produtos e serviços dos mercados internacionais que os usuários classificados como leves ou moderados[4]. Ainda, o estudo aponta que os vendedores on-line da ALC frequentemente são também compradores e vendedores on-line em ambos os sentidos: importam e exportam via web. Isso sugere que as transações on-line podem impulsionar a participação das empresas nas cadeias regionais e globais de valor.

 

Operações comerciais simplificadas

A Internet não só permite que as empresas realizem mais intercâmbios comerciais, como também que otimizem a comercialização. Agiliza a logística, possibilita um maior conhecimento do mercado externo, permite realizar transações rápidas e seguras, amplia o acesso a financiamento, cumpre com as normas comerciais e melhora, em geral, os diversos aspectos que entram em jogo no comércio transfronteiriço e nas transações em geral. Por exemplo, o DineroMail impulsionou o funcionamento dos sistemas de pagamento na ALC, tendo começado como uma plataforma de pagamento digital na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e México, com 100 pessoas. A companhia agora faz parte da PayU, que opera em 16 países, em 4 continentes, e oferece mais de 250 métodos de pagamento.

 

Expansão do comércio de serviços

Conhecida tradicionalmente como uma exportadora de produtos manufaturados e produtos básicos, a América Latina duplicou o comércio de serviços em 2000-2015. Provavelmente, a Internet desempenhou um papel importante nessa revolução, impulsionando as vendas on-line de serviços financeiros, logísticos, educativos e muitos outros serviços transfronteiriços.

 

Além disso, as plataformas de microwork estão ampliando as oportunidades para que autônomos e pequenas empresas da ALC possam vender seus serviços a empresas localizadas em outros países. Por exemplo, utilizando a plataforma de trabalho global Upwork, que oferece cerca de 40 milhões de oportunidades de trabalho on-line a cada ano, a empresa uruguaia CodigoDelSur tem trabalhado em mais de 150 projetos para companhias estrangeiras, como o Skout, um aplicativo que une rede social e relacionamentos on-line com mais de 200 milhões de usuários, e a kindara, uma start-up conhecida na área da saúde[5]. A empresa tem crescido rapidamente, passando de 2 funcionários em 2008 para 48 em 2016, trabalhando mais de 50 mil horas e ganhando mais de US$ 1 milhão no Upwork.

 

Regionalização de pequenas empresas

Na Internet, algumas empresas já nasceram puramente digitais. Ao utilizar a web, essas empresas também tendem a “nascer globais”: possuem certos custos iniciais mais baixos que, digamos, um fabricante tradicional, para expandir as operações a terceiros mercados. Ao aproveitar as ferramentas baseadas na nuvem, as empresas da ALC podem construir uma presença regional, executar qualquer tarefa a partir de um site de comércio eletrônico ou um banco, criar seguidores locais para suas marcas e gerenciar milhões de pedidos por segundo sem construir sua própria infraestrutura de tecnologia da informação. Por exemplo, a empresa brasileira Samba Tech permite que pequenas empresas de qualquer lugar criem e distribuam vídeos mundialmente; a empresa argentina Argofy conecta vendedores e compradores de máquinas e equipamentos agrícolas; e a empresa uruguaia ¡PedidosYa! ajuda aqueles que apreciam a gastronomia latino-americana a fazer pedidos a 15 mil restaurantes em mais de 400 cidades.

 

Embora faltem dados sobre a magnitude do comércio digital na ALC, está claro que os fluxos de comércio eletrônico transfronteiriço aumentaram muito mais rápido que o comércio em geral. Segundo dados da União Postal Universal, o volume de fluxos intrarregionais de encomendas cresceu cerca de 35% entre 2011 e 2015 – momento em que o comércio dentro da região se tornou negativo e a exportação de pacotes extrarregionais cresceu cerca de 25%. A Aliança do Pacífico registrou um crescimento de 78% no volume de fluxos intrarregionais de produtos. Em outras palavras, o comércio on-line de bens e serviços responde por uma parcela cada vez maior do comércio da região e, nesse processo, está beneficiando em especial as pequenas empresas da ALC que buscam aumentar sua base de clientes regionais e os consumidores da ALC que buscam mais variedade com menor custo.

 

Como aproveitar mais o comércio digital? O enfoque regional e multilateral

 

A digitalização está criando oportunidades históricas para as economias da América Latina. No entanto, ainda há muito potencial a explorar. Com base em minha pesquisa, as empresas menores da ALC dão nota 6 quando perguntadas sobre a existência de um ambiente favorável para o comércio digital, sendo a nota máxima 10 – o que não representa um sinal de “cliente satisfeito”. As empresas lutam com uma série de obstáculos específicos, tais como:

 

Regulações digitais e de comércio eletrônico

As regulações digitais locais e no exterior se tornaram uma preocupação inquietante para as empresas da ALC que desejam participar no comércio eletrônico. Grandes e pequenas empresas afirmam que lutam contra a proteção incerta ou limitante da propriedade intelectual; exigem regras de responsabilidade para os provedores de Internet; regras gerais que regulem os serviços, tais como serviços de mensagem ou áudio, transmissão de vídeo e plataformas de redes sociais; e impostos sobre vendas e negócios digitais. Também existe uma crescente preocupação quanto à privacidade e às regras de transferência de dados.

 

Acesso a mercados, procedimentos aduaneiros e logística

Os velhos obstáculos ao comércio, à logística e aos procedimentos aduaneiros da América Latina também dificultam o novo comércio. Das empresas da ALC que já vendem e compram bens e serviços para e de mercados estrangeiros, cerca de 50% considera que as barreiras de acesso a mercados são um obstáculo “muito significativo” para seu comércio digital; mais de 40% acham o mesmo quanto à logística deficiente em outros mercados e 30% para os procedimentos aduaneiros.

 

No Mercosul, os procedimentos aduaneiros e o custo da logística encabeçam a lista de dificuldades das pequenas empresas: cerca de 50% considera tais aspectos um obstáculo, ao passo que as grandes empresas se preocupam com os custos de entrega, procedimentos aduaneiros e funcionamento das janelas individuais.

 

Acesso a financiamento

A principal limitação, sobretudo das pequenas empresas da região, tende a ser o acesso a financiamento e o próprio financiamento ao comércio. As empresas expressam um interesse particular em uma maior disponibilidade de linhas de crédito – sinal de que os bancos regionais não satisfazem as necessidades dos vendedores on-line que precisam de microcréditos de desembolso rápido para atender aos pedidos.

 

Vale a pena resolver esses e outros desafios, como a falta de operacionalidade nos pagamentos on-line. Na pesquisa feita em 2016, as empresas da ALC que são vendedores digitais intensivos (as que obtêm mais de 50% de sua venda on-line a partir de mercados estrangeiros) informaram que a remoção dos obstáculos ao e-commerce resultaria em ganhos de 51% no mercado interno e de 90% no mercado externo.

 

Na pesquisa de 2017, descobri que, se forem eliminadas as três restrições principais ao comércio eletrônico, as empresas do Mercosul obteriam ganhos anuais de 34% em seus mercados nacionais e de 35% nos mercados internacionais. As empresas brasileiras estimam que aumentariam o emprego em cerca de 28% se fossem eliminados os principais desafios ao comércio eletrônico. Por sua vez, as empresas da Colômbia esperam ganhos particularmente altos, de mais de 50% nas vendas nacionais e internacionais.

 

Para lidar com essas questões, os responsáveis pela política comercial da ALC devem atualizar suas ferramentas para a era digital, inclusive o desenho das regulações digitais e de comércio eletrônico, a facilitação do comércio, a promoção das exportações, o crédito à exportação e a infraestrutura comercial. Por exemplo, os legisladores deveriam buscar acelerar a marca distintiva do comércio eletrônico, com artigos de baixo valor, transitando através da alfândega sem impostos ou tarifas onerosas; trabalhar com os “bancos” da era digital, FinTechs e linhas de crédito on-line; garantir empréstimos para financiar o capital circulante da exportação aos vendedores de comércio eletrônico; e fazer com que as agências de promoção de exportações se associem a plataformas de comércio eletrônico para capacitar as PMEs à exportação, utilizando plataformas on-line.

 

Nesse trabalho, os governos da ALC devem ouvir o setor privado ao elaborar políticas e programas para impulsionar o comércio digital, já que não é o governo, mas as empresas que fazem com que o comércio digital tenha êxito, além de conhecerem melhor os desafios prioritários enfrentados pelo comércio digital e que os governos podem desbloquear.

 

Também é necessário adotar enfoques regionais e multilaterais para garantir que as empresas da ALC possam aumentar facilmente suas vendas e operações na região e no mundo. A prioridade deve ser enfrentar os principais gargalos citados pelas empresas – como a interoperabilidade entre os países na regulação digital e na gestão das plataformas de pagamento, os fluxos transfronteiriços gratuitos de comércio e dados digitais e a facilitação do comércio de bens vendidos on-line.

 

Os enfoques regionais são fundamentais porque os clientes da maioria das empresas da ALC que vendem on-line estão localizados em seus países vizinhos. Os vendedores transfronteiriços on-line do México realizam transações sobretudo com os Estados Unidos e a América Central, enquanto que os vendedores on-line do Mercosul tendem a exportar a outros mercados do bloco, seguidos pelo restante da América Latina, Estados Unidos, China e União Europeia (UE).

 

Os marcos normativos comuns e as normas regionais em áreas como a livre circulação de bens, serviços e dados digitais, as leis de responsabilidade e proteção de provedores da Internet, privacidade e proteção do consumidor e impostos sobre as vendas on-line ajudam a reduzir os custos para que as empresas operem no mercado regional, incentivem o investimento e a formação de start-ups e contribuam para a expansão de redes e serviços digitais. Isso é especialmente útil para pequenas e novas empresas que geralmente carecem de recursos para navegar ou adaptar suas operações transfronteiriças a marcos regulatórios complexos.

 

A região tem apresentado progressos. Em 2016, a Aliança do Pacífico adotou uma Agenda Digital, comprometendo-se a trabalhar, em 2017, no mercado digital regional, na segurança cibernética regional e a fomentar os diálogos público-privados sobre economia digital. A Aliança também está trabalhando como bloco para negociar acordos comerciais com Austrália, Canadá, Cingapura e Nova Zelândia para atualizar o trabalho dos membros, sobretudo em relação ao comércio digital, às PMEs e temas relacionados à inclusão das mulheres no comércio. Além disso, o acordo bilateral entre Chile e Uruguai, firmado em 2016, inclui disposições sobre comércio digital promovidas na Parceria Transpacífica (TPP, sigla em inglês); e o acordo de livre comércio Chile-Argentina, negociado em 2017, também apresenta uma abordagem prospectiva em matéria de economia digital. Agora também está sendo discutida a reativação do Grupo de Trabalho de Comércio Eletrônico do Mercosul.

 

No nível multilateral, Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, México e Uruguai passaram a desempenhar um papel-chave no novo grupo de 10 membros de Amigos do Comércio Eletrônico para o Desenvolvimento (FED, sigla em inglês) na OMC. O grupo foi fundamental para impulsionar as discussões sobre o tema na Ministerial de Buenos Aires. A pesar das frágeis perspectivas de um avanço significativo nas negociações de comércio digital na OMC, o FED pode contribuir para moldar uma agenda de trabalho plurilateral. Para tal, é necessária a mobilização de recursos políticos por parte de uma coalizão de países que entendam que ajudar suas pequenas empresas e consumidores a prosperar graças ao comércio eletrônico exige trabalho em casa e livre circulação de bens, serviços e dados digitais através das fronteiras.

 

* Kati Suominen é fundadora e CEO da Nextrade Group e fundadora e presidente do TradeUp Capital Fund.




[1] Este artigo se baseia em quatro informativos: Suominen, Kati. Accelerating Digital Trade in Latin America and the Caribbean. In: IDB Working Paper, Janeiro de 2017. Disponível em: <http://bit.ly/2z91Cko>; Suominen, Kati. Ecommerce Development Survey and Index. Informe del USAID. Abril de 2017. Disponível em: <http://bit.ly/2yjTmhZ>; Suominen, Kati. Fueling Digital Trade in Mercosur: A Regulatory Roadmap. IDB Report (no prelo); e Suominen, Kati. Fueling Digital Trade: The Global Landscape and Implications For Africa. ICTSD Research Report. 12 de julho de 2017. Disponível em: <http://bit.ly/2iNE5z3>.

[2] A Aliança do Pacífico é composta por Chile, Colômbia, México e Peru.

[3] Ver: Zwillenberg, Paul; Field, Dominic; Dean, David. Greasing the Wheels of the Internet Economy. Boston Consulting Group, 2014. Disponível em: <http://on.bcg.com/2zVYohf>.

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14 Março 2018
Diante dos elevados custos e do baixo retorno que a adesão a padrões de sustentabilidade produz para pequenas e médias empresas, este artigo discute como ferramentas digitais podem reduzir custos de verificação e operação e, assim, alcançar a escala exigida pela Agenda 2030.
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