Mercados de Canadá e Estados Unidos são abertos para alguns produtos brasileiros

3 Agosto 2016

Em visita à América do Norte na última semana de julho, a delegação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) conseguiu a liberalização da exportação para o Canadá de gelatina e de alimentos para animais domésticos. A visita também colocou fim aos 17 anos de tratativas com os Estados Unidos, ao resultar na abertura deste mercado para a carne bovina in natura produzida no Brasil. A liberalização do mercado canadense para as carnes bovina e suína in natura ainda está sendo negociada.

 

Tais resultados foram obtidos em 25 e 26 de julho, durante a 8ª Reunião do Comitê Consultivo Agrícola (CCA) Brasil-Canadá. Nessa ocasião, além de solicitar a abertura do mercado de carnes bovina e suína in natura, a delegação do Brasil pediu o apoio canadense a Guilherme Costa, funcionário do MAPA, que concorre à Presidência da Comissão do Codex Alimentarius. O Canadá, por sua vez, mostrou interesse na venda de bovinos vivos, sêmen e embrião de ovinos e caprinos.

 

Como resultados, foram criadas missões canadenses para a realização de auditorias em frigoríficos de carne bovina e suína no Brasil e foram definidos os controles oficiais para a exportação de carne de frango. Também foi liberada a exportação de gelatina e de alimentos para animais domésticos brasileiros para o Canadá. Ainda, foi discutida a cooperação técnica entre os dois países, bem como o alinhamento para negociações na Organização Mundial do Comércio (OMC) e outros fóruns internacionais.

 

Em seguida, a delegação brasileira participou de encontro do CCA Brasil-Estados Unidos, em Washington. Nessa ocasião, o ministro do MAPA, Blairo Maggi, negociou a liberação do comércio de carne bovina in natura entre os dois mercados. Desde 1999, quando foram iniciadas as tratativas, diversos setores no Brasil pressionavam pela conclusão das negociações – com destaque para o MAPA, o Itamaraty e os produtores de carne bovina. A expectativa é que as exportações gerem US$ 900 milhões e que comecem em 90 dias, após a conclusão dos trâmites administrativos.

 

Além do potencial do mercado estadunidense, a conclusão da negociação é importante para o Brasil, pois o reconhecimento estadunidense da qualidade do sistema sanitário e da carne produzida no país poderá servir de referência a outros importadores de carne bovina in natura.

 

Por fim, Blairo Maggi e a embaixadora dos Estados Unidos no Brasil, Liliana Ayalde, reuniram-se em 1º de agosto, em Brasília, para oficializar a troca de cartas de reconhecimento de equivalência dos controles oficiais de carne bovina entre os dois países. O acordo prevê que o Brasil integrará a cota da América Central de 64,8 mil toneladas anuais, cuja tarifa de exportação é de 4% ou 10%, conforme o tipo de corte da carne. Caso a cota seja extrapolada, o produtor pagará uma tarifa de 26,4% sobre o valor vendido aos Estados Unidos.

 

Reportagem Equipe Pontes

 

Fontes consultadas:

 

G1. Acordo com EUA deve abrir mercados para carne brasileira, diz Temer. (01/08/2016). Acesso em: 01 ago. 2016.

 

MAPA. Brasil e Canadá debatem agenda bilateral do agronegócio, em Ottawa. (25/07/2016). Acesso em: 01 ago. 2016.

 

______. Brasil e EUA concluem negociação para comércio de carne bovina in natura. (29/07/2016). Acesso em: 01 ago. 2016.

 

______. Brasil já pode vender ao Canadá alimentos para animais domésticos. (26/07/2016). Acesso em: 01 ago. 2016.

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