UE pode tornar-se o terceiro maior exportador de açúcar no mundo

9 Maio 2018

Devido a um aumento na área de cultivo de beterraba branca, a União Europeia (UE) obteve recentemente um aumento na produção do tubérculo, ocasionando uma queda no preço do açúcar. Essa queda também é consequência da eliminação, em outubro passado, da regulamentação que impunha cotas de produção e de preços para o produto. Segundo previsões do mercado internacional, a UE poderia se posicionar como o terceiro maior exportador do mundo com 3,7 mihões de toneladas, depois de Brasil e Tailândia, e na mesma posição que a Austrália.

 

Para a Agritel, consultora europeia especializada em mercados agrícolas, a anulação das cotas do açúcar permite ao setor uma recuperação no cenário internacional, além de possibilitar um aumento no consumo do produto de 40% até o ano 2023, principalmente de demandas oriundas do continente africano e da China. A consultora europeia assinalou que existe um aumento da produção da safra 2017-2018, e que a promoção das exportações e a redução das importações fazem com que o preço do açúcar no mercado europeu se equipare àquele do mercado internacional.

 

De acordo com dados do Departamento de Agricultura do Estados Unidos (USDA, sigla em inglês), o cultivo de beterraba branca na UE se estabilizará em 1,74 milhão de hectares na safra 2018-2019, depois de registrar um aumento em 18% na safra atual 2017-2018. Ademais, a produção total de açúcar deste ano do bloco europeu poderia fechar com 22,8 milhões de toneladas – o que registraria um valor recorde, segundo o USDA.

 

Para esse órgão estadunidense, as produções recordes, que chegam ao mercado após o fim do sistema de cotas açucareiras, têm implicações para o comércio internacional, uma vez que a UE importará apenas 1,4 milhão de toneladas nessa colheita – menos da metade do volume de apenas dois anos atrás. Essa redução é particularmente prejudicial para as refinarias de cana de açúcar, especializadas em vender para a UE, que não conseguem competir com os baixos preços praticados na Europa.

 

Além de ser um tema sensível no cenário mundial, também há implicações nas negociações para o encerramento do acordo comercial entre o Mercado Comum do Sul (Mercosul) e a UE. Tal é o caso que, na rodada realizada em abril passado, as tratativas não lograram avanços em grande parte do capítulo agropecuário (ver Boletim de Notícias Pontes).

 

Reportagem ICTSD

 

Fontes consultadas:

 

EfeAgro. La liberalización “revoluciona” el mercado del azúcar. (27/04/2018). Acesso em: 09/05/2018.

 

Marco Trade News. La liberalización del azúcar podría situar a la UE como tercer mayor exportador mundial. (02/05/2018). Acesso em: 09/05/2018.

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